Faço longas poesias
para que se expresse a alma
Para levar alegrias,
para desconcertar a calma.
Escrevo para não sair de mim,
para que meu cálice suporte,
As palavras correrem soltas
Na mente e não na boca,
que se agrupam e se formam...
Não se aguentam e se jogam.
Atiram-se ao gosto
Do próximo, do outro.
Expressam-se por si,
não são mais minhas,
não saíram daqui,
percorrem sozinhas... agora
O caminho do pensar
Levando Nova Aurora
a quem não mais podia acreditar...
Apenas poesias, poesias apenas...
Que salvam da inércia, da perda,
Dos televisivos mecenas...
Leitura, paixão verdadeira!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
domingo, 30 de novembro de 2008
Inveja
Bom, eu sei que esse sentimento se nega a oportunidade de ser nobre. Cega nosso julgamento e murcha nosso respeito, mas... Fiquei com inveja do surto criativo de meus caros colegas e resolvi escrever, como sempre, na madrugada, esta Ode a ela: a noite.
Confesso que não me preparei, mas nem gosto de fazer isso. Penso que poesia, como já disse aqui anteriormente, é a fala do coração e, como tal, não é passível de retoques. Deve, por esse princípio, ser espontânea. E na minha espontaneidade às 2:25 da madruga nasceu este texto:
Ode à noite
Ó noite
Tão dicotômica é tua beleza
Na escuridão do teu olhar
Esconde-se a luz do amor
Na quietude de tua lua
Repousa o anseio pelo amanhã
No deserto de tuas ruas
Multidões procuram sentido
Na solidão do tempo implacável
Habita o desejo de tê-la imortal
Confesso que não me preparei, mas nem gosto de fazer isso. Penso que poesia, como já disse aqui anteriormente, é a fala do coração e, como tal, não é passível de retoques. Deve, por esse princípio, ser espontânea. E na minha espontaneidade às 2:25 da madruga nasceu este texto:
Ode à noite
Ó noite
Tão dicotômica é tua beleza
Na escuridão do teu olhar
Esconde-se a luz do amor
Na quietude de tua lua
Repousa o anseio pelo amanhã
No deserto de tuas ruas
Multidões procuram sentido
Na solidão do tempo implacável
Habita o desejo de tê-la imortal
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Sem titulo
Acho que este é, sem dúvida, o melhor texto que eu já escrevi.
Certo que já faz um tempo, mais este é o mais 'bonitinho' em muito tempo, só para constar.
Carcaça
Diante da solidão em que me encontro
Acho vivos resquícios de memórias em mim.
As marcas de teus suaves toques
Deixavam rubras minhas feições.
O vislumbrar de tua silhueta,
Revive tão distantes palpitações.
As marcas tuas deixadas para trás
Deixaram resquícios esquecidos em meu corpo
Tão marcado por sua constante presença.
Tua partida levou consigo parte de meu viver
Sem tua presença;
Sem teu cheiro;
Sem teu belo sorriso;
Angustiada é parte de meu coração.
Parte que ainda reside nesta carcaça, que perambula pelos dias a procura de memórias que tragam estas marcas a tona e tornem rubras as feições e revivam as palpitações.
As marcas de um tempo vivido,
De um amor esquecido,
Jamais desaparecem de um corpo que mesmo vivo decidiu morrer.
Certo que já faz um tempo, mais este é o mais 'bonitinho' em muito tempo, só para constar.
Carcaça
Diante da solidão em que me encontro
Acho vivos resquícios de memórias em mim.
As marcas de teus suaves toques
Deixavam rubras minhas feições.
O vislumbrar de tua silhueta,
Revive tão distantes palpitações.
As marcas tuas deixadas para trás
Deixaram resquícios esquecidos em meu corpo
Tão marcado por sua constante presença.
Tua partida levou consigo parte de meu viver
Sem tua presença;
Sem teu cheiro;
Sem teu belo sorriso;
Angustiada é parte de meu coração.
Parte que ainda reside nesta carcaça, que perambula pelos dias a procura de memórias que tragam estas marcas a tona e tornem rubras as feições e revivam as palpitações.
As marcas de um tempo vivido,
De um amor esquecido,
Jamais desaparecem de um corpo que mesmo vivo decidiu morrer.
Descoberta
quero q me ajudem a dar um nome pra esse poema.
acabei de escreve-lo e nao consegui um nome...
(Sra. Arya, quero falar com você sobre isso)
-------------------------------------------------------------------
Graciosa e suave, vieste
Irrompeste das trevas,
Entraste com uma leveza celeste
Por minhas entranhas
Passaste o contrário do tempo que tinhas
E ficaste ao contrário da minha vontade
Trouxeste o olor de castanhas
Silvestres,
Com menos que um silvo vieste,
Discreta, selvagem e tola,
E feriste como a peste
Molestou grandes cidades
Coubeste com o encaixe perfeito,
No espaço por entre meus braços,
Provaste nenhum proveito,
Mas tocaste-me e me arrepiaste
Beijaste-me um beijo de santa
Tiraste-me as verdades pagãs
Trouxeste meus olhos pra ti
Metal atraindo imãs
Me traíste sem nunca amar-me
Me tiveste sem nunca querer-me
Sorriste na hora errada,
Passaste o contrário do tempo que tinhas
Olhaste na hora marcada
E ficaste ao contrário da minha vontade,
Falaste palavras sagradas
No espaço por entre meus braços
Respiraste ares amargos
Mas tocaste-me e me arrepiaste
E todos os meus caminhos me levam pra perto de ti
A graça veio suave
Entrou leve no meu céu,
O tempo que tinhas passou ao contrário
E minha vontade inverteu-te.
Te quero sem nunca te ter
Te amo sem nunca te trair
Estiveste na hora errada, falaste palavras erradas
Olhaste nas horas erradas,
Partirás também a mesma hora.
E na mesma hora deixarás de olhar.
E na mesma hora emudecerás.
Tal como vieste vás.
Vieste na hora errada.
Na hora errada também partirás.
acabei de escreve-lo e nao consegui um nome...
(Sra. Arya, quero falar com você sobre isso)
-------------------------------------------------------------------
Graciosa e suave, vieste
Irrompeste das trevas,
Entraste com uma leveza celeste
Por minhas entranhas
Passaste o contrário do tempo que tinhas
E ficaste ao contrário da minha vontade
Trouxeste o olor de castanhas
Silvestres,
Com menos que um silvo vieste,
Discreta, selvagem e tola,
E feriste como a peste
Molestou grandes cidades
Coubeste com o encaixe perfeito,
No espaço por entre meus braços,
Provaste nenhum proveito,
Mas tocaste-me e me arrepiaste
Beijaste-me um beijo de santa
Tiraste-me as verdades pagãs
Trouxeste meus olhos pra ti
Metal atraindo imãs
Me traíste sem nunca amar-me
Me tiveste sem nunca querer-me
Sorriste na hora errada,
Passaste o contrário do tempo que tinhas
Olhaste na hora marcada
E ficaste ao contrário da minha vontade,
Falaste palavras sagradas
No espaço por entre meus braços
Respiraste ares amargos
Mas tocaste-me e me arrepiaste
E todos os meus caminhos me levam pra perto de ti
A graça veio suave
Entrou leve no meu céu,
O tempo que tinhas passou ao contrário
E minha vontade inverteu-te.
Te quero sem nunca te ter
Te amo sem nunca te trair
Estiveste na hora errada, falaste palavras erradas
Olhaste nas horas erradas,
Partirás também a mesma hora.
E na mesma hora deixarás de olhar.
E na mesma hora emudecerás.
Tal como vieste vás.
Vieste na hora errada.
Na hora errada também partirás.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Voltando
Lembrei meu login.
Enfim, eu definitivamente não consigo escrever mais nada 'bonitinho'. Não me perguntem porque. Não faço a menor idéia.
Acho que ando vendo, e lendo muitas coisas sobre guerras ou sei lá. Este texto não me agradou, mais vou postá-lo porque eu já não posto a muito tempo.
Mentes Fracas
Onde a terra é negra
Os homens padecem diante de irrevogáveis destinos
A batalha sangrenta matara dos dois lados
Um deles proclama-se vencedor
E nenhum escapa da culpa
O sangue que banha o chão
Das vidas vai se esvaindo
E é a morte que mais uma vez ganha
Sobre as mentes confusas e imaturas dos homens
Mais uma Guerra sem sentido
Mais corpos dilacerados;
E aos que sobrevivem, as marcas
Para lembrar-lhes por toda a eternidade
De um dia sem glória, sem boas lembranças, sem final feliz.
De mais um dia sem sentido.
João, comentei no seu soneto.
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